HISTÓRIA DO PATCHWORK


CONHECENDO UM POUCO A HISTÓRIA DO PATCHWORK

Patchwork – a técnica artesanal que tem encantado a todos com sua beleza singular – é a união de retalhos de tecido feita por costura à mão ou à máquina que resulta em desenhos geométricos variados. Já o trabalho completo, composto pelo topo de patchwork, enchimento e forro, chama-se quilt, arrematado por um processo de costura conhecido como quilting. Essa é a receita para a confecção das tradicionais colchas e mantas, além de produtos como bolsas, barrados de panos de prato e outras mil peças de encher os olhos.

Segundo a artesã e professora especializada no segmento, Angélica Schmitt, que já levou o prêmio de Artesã do Ano por seu trabalho com patchwork, o homem pratica a técnica há muito tempo, antes mesmo de compreendê-la de fato. Para se ter ideia, os homens das cavernas já uniam pedaços de pano para fazer suas vestimentas. Os faraós, por sua vez, vestiam roupas elaboradas com técnicas semelhantes e, até mesmo na Idade Média, encontram-se registros do patchwork. “Na época das Cruzadas, os cavaleiros reaproveitavam tecidos para fazer um acolchoado que seria usado por baixo de suas armaduras de ferro”, explica Angélica.

Assim, a técnica logo espalhou-se pelos países da Europa. Mais tarde, no século 20, as costureiras da época da Grande Depressão juntavam sobras de tecido para remendar ou confeccionar roupas, tudo devido às condições precárias do momento. No entanto, apenas por volta dos anos 1970 é que surgiram os acessórios próprios para patchwork, como cortadores, réguas e placas de corte que, aliados à máquina de costura, permitiram o crescimento da técnica e de seus admiradores.

Atualmente, o patchwork é popular no mundo inteiro, e cada país produz peças de acordo com sua cultura. Além disso, se antes os artesãos brasileiros dependiam de materiais importados, vindos principalmente dos Estados Unidos, atualmente já contam com produtos nacionais. “De uns oito anos para cá, muitas empresas no Brasil entraram para o ramo, fornecendo tecidos e máquinas de costura de topo tipo”, afirma Angélica. A artesã ainda ressalta a facilidade que a internet proporciona para a criação de novos trabalhos e cita o aumento de feiras especializadas – como Brazil Patchwork Show, Patchwork Desing, Quilt & Craft, Semana Senac de Patchwork. Para completar, a procura por cursos do segmento só vem aumentando.

A disseminação da técnica, os casos de empreendedores de sucesso crescentes e as diversas histórias de artesãos publicadas aqui mesmo na Faça Fácil comprovam: além de lindo, o patchwork é lucrativo, e as oportunidades são muitas. É possível confeccionar trabalhos para vender, dar aulas e trabalhar em feiras do ramo. No entanto, Angélica dá um alerta: “Assim como em todo mercado, é preciso analisar o público para ter sucesso. Se vou para uma feira em que sei que os clientes têm um maior poder aquisitivo, por exemplo, levo peças mais caras”. Outra dica da artesã é investir em peças menores e detalhes de patchwork para aplicar em roupas, bolsas e até em objetos para decorar a casa.

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Beijokas.
Emília Rolemberg














 
 
 
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Crédito: Site Portal do Artesanato








 

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